
Textos: Daniele Sisnandes
A poucos quilômetros de Itapema, na BR-101 em direção a Balneário Camboriú, o Parque Cyro Gevaerd, mais conhecido como zoológico da Santur, recebe uma média de 250 pessoas por dia. O número parece ser alto, mas a verdade é que muitas pessoas (visitantes e moradores) nem conhecem a estrutura que está bem ali ao lado.
Embalados pela cantoria dos pássaros, pelos sons de macacos chamando a atenção e pelo barulho das folhas acompanhando o balançar do vento, os turistas e moradores em férias, perdem a noção do tempo quando iniciam um passeio pelas trilhas do Parque Cyro Gevaerd.
Popularmente conhecido como zoológico da Santur, o Parque é uma daquelas atrações turísticas que faz o visitante se sentir dentro de um filme de aventura, com a impressão constante que algo vai acontecer com as cercas e que os bichos vão ganhar as ruas.
Mas isso só acontece mesmo pela forte imersão do visitante no território dos selvagens. São mais de 39 mil metros quadrados de área verde povoada por mais de 1,2 mil animais, a maioria aves e inclusive com espécies em extinção como as barulhentas Araras Azuis.
Mas além dos animais, o Parque oferece outras atrações como os museus, mini-fazenda, mini-cidade, aquário e até lanchonete.
Selvagens fascinantes e famintos
Eles não são particularmente delicados como as aves, nem bem humorados como os primatas, mas os grandes mamíferos como leões e o tigre são alguns dos animais que mais aguçam a curiosidade de quem visita o Parque.
Pode ser criança ou adulto, a atenção de quem passa pelos imensos recintos é absorvida imediatamente pelos grandes felinos.
E eles são grandes e dormem bastante justamente porque comem bem. A bióloga Márcia Regina Achutti conta que por dia, são preparados para estes animais cerca de seis quilos de carne.
Todas as porções, generosas, são preparadas na Casa de Alimentação, um lugar dentro do Parque e específico para a manipulação dos alimentos dos animais.
História e curiosidades
Para quem gosta de história, o Parque abriga o museu arqueológico, com acervo de peças encontrados na Praia de Laranjeiras pelo arqueólogo Padre João Alfredo Rohr. Essas peças datam de mais de 3.000 anos, conforme testes com carbono 14, realizados nos Estados Unidos.
O destaque fica por conta dos esqueletos de duas índias grávidas, uma com um feto no ventre. Isso é considerado um fato raríssimo, pois normalmente o feto se liquefaz pela pouca consistência de seus ossos.
Os sepultamentos foram encontrados no chão das cozinhas, próximos aos fogões, porque os índios acreditavam que sepultar seus entes dentro dos locais onde viviam, fazia com que os mortos continuassem pertencendo à família.
Outras atrações
Ainda estão abertos à visitação, o Museu do Artesanato Catarinense, museu oceanográfico, Museu do Pescador e o de Taxidermia e esqueletos.
Outras informações
Os ingressos custam R$ 8,00 para adultos. Idosos e crianças entre seis e 12 anos pagam R$ 4,00 e menores de cinco anos entram de graça (preços de janeiro de 2012). O zôo fica na BR-101, km 137.
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